Criança parada, saúde em risco: por que o movimento é essencial desde cedo?
O corpo infantil foi feito para se mover, é no brincar, correr e explorar que o cérebro se desenvolve e o corpo cresce forte. A falta de movimento pode atrasar o desenvolvimento, afetar o sono e até o comportamento.
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Letícia Chagas
10/13/20251 min read
É comum ouvirmos que as crianças de hoje se movimentam menos, e isso é verdade. Tablets, celulares e rotinas mais fechadas dentro de casa têm feito com que o tempo de brincadeira ativa reduza consideravelmente.
Mas o que parece apenas uma mudança de comportamento pode ter impactos profundos na saúde infantil.
O movimento é parte essencial do desenvolvimento. É através dele que a criança conhece o corpo, aprimora habilidades motoras, aprende a se concentrar e a resolver problemas. Correr, pular, girar, escalar... tudo isso é mais do que diversão: é construção neurológica e emocional.
Quando a criança se movimenta pouco, os marcos motores (como correr, equilibrar-se ou manipular objetos) podem atrasar. Isso afeta também a escrita, o aprendizado e a autoestima. Além disso, o sedentarismo infantil já está relacionado ao aumento de obesidade, resistência à insulina, alterações do sono e até problemas emocionais, como ansiedade e desmotivação.
Mas há um lado positivo: é possível reverter esses efeitos com estímulos simples e constantes. Brincadeiras ativas, passeios a pé, andar de bicicleta, praticar esportes e reduzir o tempo de tela são atitudes que trazem resultados reais e que podem transformar o comportamento, o sono e até o desempenho escolar.
Como endocrinopediatra, vejo diariamente o quanto pequenas mudanças fazem diferença. O corpo da criança responde rápido ao cuidado, e o movimento é um dos pilares mais poderosos para o crescimento saudável.
Que tal observar o quanto seu filho se movimenta ao longo do dia?
